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Loxoscelismo: da pesquisa básica à proposta de novas terapias.

 

Denise - Loxoscelismo

 

Denise V. Tambourgi

 

INTRODUÇÃO

Loxoscelismo é causado por envenenamento de aranhas do Gênero Loxosceles. Os sintomas clínicos só aparecem umas poucas horas após o envenenamento e pode evoluir em reações locais, tais como dermonecrose, e reações sistêmicas, como uma hemólise intravascular e falha renal. As terapias atuais não são efetivas, geralmente não baseadas em pesquisas científicas e podem até ser prejudiciais. Uma falha de entendimento do mecanismo da ação do veneno da aranha Loxosceles tinha até agora prevenido o desenvolvimento de terapias efetivas.

A falha renal é uma das maiores causas de morte depois do envenenamento por Loxosceles e recentemente nós começamos a pesquisar o mecanismo da disfunção renal induzida pelo veneno de Loxosceles. Similarmente, como visto em doença renal isquêmica, a análise histológica de rins de ratos injetados com veneno de Loxosceles mostram sintomas claros de necrose tubular aguda, sinais de descolamento epitelial e necrose, perda da borda em escova e recolhimento dos glomérulos. A necrose tubular aguda é mais como um efeito secundário e pode não ser diretamente induzida pelo veneno de Loxosceles.

A ativação do Complemento está implicada na doença renal isquêmica e nossos experimentos preliminares usando camundongo deficiente C6 sugere que no caso de loxoscelismo sistêmico a ativação do Complemento também contribui para com a patologia.

OBJETIVOS

Os objetivos deste projeto são investigar o mecanismo de falha renal induzida por veneno de Loxosceles.  Utilizando um modelo de rato de loxoscelismo sistêmico e culturas in vitro  de células humanas renais, será investigado o seguinte: O papel de componentes específicos do Complemento em insuficiência renal; O papel dos reguladores do Complemento, solúveis e de membrana, nas reações sistêmicas; O papel da proteína C em cascata anti-coagulação; O papel de metaloproteinases; A aplicação potencial de reguladores de Complemento solúveis, proteína C ativada, anticorpos monoespecíficos policlonais contra toxinas Loxosceles recombinantes e inibidores de metaloproteinase na terapia de loxoscelismo.

RESULTADOS ESPERADOS

Atualmente não há um tratamento efetivo para envenenamento por Loxosceles e os resultados deste estudo nos darão um maior entendimento de como o veneno de Loxosceles induz à patologia e pode abrir possibilidade para intervenção terapêutica efetiva, o que poderia salvar vidas.

 

REFERÊNCIA

1. Tambourgi et al, Toxicon 56: 1113, 2010;
2. Tambourgi et al, Toxicon 36: 391,1998;
3. Amirlak et al, Nephrol 11: 213,2006;
4. Scheiring et al, Eur J Pediatr 169: 7, 2010;
5. Roumenina et al, J Immunol Methods 365: 8, 2011;
6. van den Berg et al, Immunol 107: 102,2002;
7. Esmon CT, Br J Haematol 131:417, 2005;
8. van den Berg et al, J Thromb Haemost 5:989, 2007.

Equipe

Denise Vilarinho Tambourgi, Pesquisadora Principal
B. Paul Morgan, Pesquisador Associado
Masashi MizunoColaborador
Thierry Le Gall Colaborador
Trent Woodruff Colaborador
Carmen W. van den Berg, Pesquisadora Associada
Cinthya Kimori Okamoto, Colaboradora
Gisele Pidde Queiroz, Colaboradora
Priscila Hess Lopes, Pós-doutoranda
Ana Tung Ching ChingPós-doutoranda
Carlos MedeirosColaborador
Carla Squaiella Baptistão Colaboradora
Marlene Zannin Colaboradora
Jaqueline Fernanda Weber Colaboradora
Daniel E. Dalledone Siqueira Colaborador
Marlene Entres Colaboradora

 

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